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A moda em 500 anos de Brasil

O calor beirava os 40 graus As ruas eram ‘‘pavimentadas’’ com lama e pedregulho De um lado, as índias passeavam com suas ‘‘vergonhas’’ à mostra Do outro, senhoras de fino trato desfilavam com seus pesadíssimos e acalorados vestidos europeus Isso foi há muito tempo, 500 anos atrás, quando o Brasil, recém-descoberto, descobria também a moda

A história do vestuário nacional confunde-se com a própria memória da vida privada do país Afinal, as roupas fazem parte dos costumes e da cultura, e o estilo é o reflexo de uma época (…)

A Europa ditava a moda da colônia portuguesa recém-descoberta Mesmo sob o forte calor tropical, as mulheres usavam pesados vestidos de veludo, ao estilo da corte de Henrique VII Seda, tafetá e brocados também faziam parte do vestuário, pois indicavam poder econômico Os decotes eram generosos: o formato quadrado e o apertado espartilho garantiam — não sem sofrimento — o destaque dos seios e a cinturinha fina

O estilo elizabetano levou para o vestuário o rococó da corte inglesa Muitos bordados, laços, enfeites de ouro, pedras encrustradas As saias eram largas, recheadas por várias armações, e as mangas, fofinhas Preto, vinho e vermelho eram as cores da moda, sempre incrementadas por detalhes dourados Outra tendência lançada por Elizabeth I foi o vermelho-fogo nos cabelos, que também recebiam perucas longas e encaracoladas

Veja aqui várias imagens de Elizabeth I e aqui filmes sobre ela

Veja mais fotos do traje masculino no Rococó aqui

As brasileiras passaram a se vestir como as princesas das famílias reais européias Vestidos tinham meia cauda e eram confeccionados em cetim bordado a ouro O corpete continuava sufocando os troncos femininos, destacados pelo decote quadrado Alguns vestidos tinham armações de arame no lugar da gola Um estilo imponente, influenciado pela moda de Luís XII

Os vestidos ficaram mais curtos na frente e com cintura melhor definida A grande novidade eram os adereços para os cabelos, umas estranhas armações que deixavam a cabeleira volumosa

Nesta época, as roupas estiveram mais femininas do que nunca Além dos seios e da cintura, os quadris eram destacados com uma armação chamada de ‘‘anquinha’’ Meias e luvas brancas faziam parte do vestuário, que incluía também arranjos dourados para o cabelo

A moda fica mais discreta Os excessos das décadas anteriores vão sendo eliminados pouco a pouco Vestidos menos rodados, mangas menos fofas, fim da ‘‘anquinha’’, calçados com salto baixo Os penteados imensos diminuem, assim como o volume e a altura das perucas

Pouco se muda na história do vestuário As roupas e sapatos continuam nos mesmos padrões do século anterior, mas dois elementos são agregados ao guarda-roupa: peles de animais e os sensuais xales, que ‘‘fingiam’’ cobrir decotes generosos

No Brasil do Império e da República, a moda não era mais britânica Paris, sim, passara a ser a bola da vez Nos navios que desembarcavam por aqui, chegavam tecidos, figurinos e revistas da França Pela primeira vez, os modelitos estrangeiros são adaptados ao nosso clima Em 1870, Bartholomeu Thimonnier inventa a máquina de costura Uma década depois as tinturas artificiais são descobertas, colorindo os tecidos antes pálidos

A televisão e o cinema influenciam os jovens, que passam a usar blusões de couro, topetes, camisas coloridas, calças justas Para as mulheres, vestidos bem rodados, casaquinhos e sapatilhas

O estilo hippie domina a moda jovem, com batas indianas e calças boca-de-sino Mas essa também é a época da discoteca, do brilho, do exagero A meia arco-íris de lurex usada por Sônia Braga em Dancing Days vira febre entre as mulheres, que também aderem às sandálias plásticas No final da década, o movimento punk ganha a Inglaterra e o mundo Cabelos estilo moicano, muitas tachas, botas de cano alto e roupas pretas saem das ruas e já ocupam as vitrines

O punk estilizado — aquele visual gótico — domina as boutiques jovens e divide a preferência com mangas-morcego, calça legging, crucifixos, pochetes, camisões, calças de couro… A moda é um verdadeiro pastiche Madonna faz sucesso e dita tendências entre as garotas As meias coloridas continuam no topo

É o auge da androginia Ternos, blazeres, calças retas fazem a brincadeira menino/menina Surgem as supertops, modelos cotadíssimas que, com seus corpos esguios e muito magros, influenciam a estética

Por falta de imaginação, o início do século apresenta uma mistura geral Peças clássicas, como o corpete, são reintegradas ao vestuário Influências das décadas passadas, anos 70 e 80 totalmente revisitados A moda nunca foi tão democrática quanto agora

Anos 50: o twin-set tornou-se um clássico

Estilo hippie nas vitrines dos anos 70

Romantismo inspirando a moda no século 17

Rendas e bordados copiados da moda européia

Na época da colônia, o dourado significava status

No século 15, veludo mesmo sob o calor

Por Paloma Oliveto

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O Fashion Bubbles possui cerca de 10 mil artigos, aqui as matérias geralmente aparecem aleatoriamente, aproveite para relembrar o que foi moda em outros anos, conhecer outros artigos ou ver a evolução do próprio site que começou em 2006 como um Blog

Publicação: 1 de outubro de 2007

Denise Pitta é digital Influencer e é editora do Fashion Bubbles Estilista, formada em Moda e Artes Plásticas, atuou em diversas confecções e teve marca própria de lingeries, a Lility Começou o blog em 2006 e está entre as primeiras blogueiras brasileiras da moda Também desenvolve pesquisas sobre História e Identidade Brasileira na Moda e Psicologia Analítica É apaixonada por filosofia, física quântica, psicanálise e política Siga Denise no Instagram: @denisepitta e @fashionbubblesoficial